Não julgue o que está escrito aqui por "Bom" ou "Ruim"...
Não são só palavras... São sentimentos!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Porque apesar de tudo, sempre temos o que agradecer...

Carta ao meu 2017

Fazenda Rio Grande, Paraná, 28 de dezembro de 2017.

Caro 2017... eu tinha a intenção de listar aqui como foi este ano e todas as coisas ruins q aconteceram. Mas... depois de um longo gole de vinho, resolvi agradecer.

Agradeço pela família maravilhosa que eu tenho:
pela minha Mamis Poderosa, incrível, amorosa e cuidadosa que é muito mais que uma mãe, minha companheira para todas as horas, minha colega de viagens, minha melhor amiga, minha guerreira, minha heroína e vilã também (porque não?), meu exemplo de amor, respeito, caráter e dignidade. 
Ela é a minha melhor companhia do mundo, a melhor parceira de chopp, quem fez e faz tudo por mim, até aguenta shows de rock pra me ver feliz. Minhas melhores risadas sempre foram com você.
Meu colo nos piores momentos, meu ombro nas minhas frustrações, mão que me guia quando não encontro um caminho, luz quando não vejo nada, e quando estou tão no fundo do poço q mal me mexo e não aceito ajuda, ela simplesmente fica ali comigo, para me mostrar q não estou sozinha. Ela é o meu pilar. Meu eixo. Minha força.

Agradeço ao mano, chato, ranzinza, cabeça dura, o melhor amigo que eu poderia ter, o caprica mais gentil e coração mole (com os que ama), meu nerd no corpo de um lutador de vale tudo, o melhor, caça tatuagens incríveis da internet, o melhor aliado nos jogos de guerra, parceiro de truco, e mestre churrasqueiro amador que este planeta já viu. Nos amamos, entendemos e conhecemos ao estilo Família Addans, sempre juntos, sempre unidos e sempre se divertindo a seu modo (planejando umas desovas). Agradeço imensamente ao universo por poder dividir este tempo e espaço com você.

Agradeço pela minha casa, e por cada minima coisinha dentro dela. Nada neste mundo é tão intimo, reservado e tão EU. Um reflexo vivo de todas as minhas bagunças, neuroses, manias, tiques, coleções, paixões e dores. Um agradecimento especial a minha cama, meu lugar preferido, companheira nos melhores e piores momentos, "a se essa cama falasse!". E ao meu travesseiro, meu melhor, mais fiel, secreto e antigo amigo (esse, eu prefiro que não fale mesmo). Único conhecedor do meu pior lado, de fiel defensor dos meus demônios, fracassos, dores e ódios. Único a ouvir meus sonhos e projetos mais doidos e incansável incentivador deles.

Agradeço pelo meu emprego, que apesar de todos os apesares, é quem me mantém na linha, quem me dá rotina e ordem. Quem mantem e sustenta meus vícios. Apesar de todos os apesares deste 2017, de todas as lutas, dificuldades e problemas (que só meu travesseiro conhece), você finalmente chegou ao fim. Agradeço de coração por tudo isso, só eu sei o quanto cresci e amadureci com você, e no meio de todo esse caos eu me reencontrei, depois de anos, foi nos problemas que eu me achei e me fortaleci. Agradeço imensamente por todas as pessoas que conheci este ano, algumas mais do que outras, mas... até as piores conseguiram despertar algo de bom em mim, inclusive vingança e senso de justiça (afinal, nada melhor que uma boa treta pra nos motivar a sair da cama). Agradeço a todos os desafios, dos mais banais aos incríveis Everest's que por mais impossíveis que possam ter parecidos, eu superei. Não que não tenha tentado desistir no meio do caminho, mas... por alguma razão ainda estou aqui e agradeço pelo aprendizado destes momentos também.

Agradeço a Tia Valéria, a melhor Psico\Amiga\Irmã que alguém poderia ter. Algumas pessoas se incomodam em ser chamadas de tia, o consideram pejorativo, mas, Tia é alguém da família (não?), alguém que amamos e por quem nos sentimos amadas, além de nossos pais, Tia vai muito além de sangue e parentesco, afinal família é quem nosso coração escolhe amar, e você está no meu a muitos anos.
Obrigada, obrigada, obrigada, por tudo. Por todos os concelhos\colos\aulas do funcionamento psicológico do ser humano. Obrigada por todas as conversas que de fato tivemos e pelas incontáveis que você não sabe (sim! Eu converso diariamente com você). De todo o meu coração, obrigada por existir e por fazer parte do unico pilar que me segura, a minha família.

Agradeço a Luh (dona do extinto Lady Com Bolacha, as mais velhas vão pegar a referencia), que como uma fênix, surge e ressurge sempre que preciso. Que apesar dos nossos esforços Gnósticos em aprender e entender a ciência e o cosmos, teima o destino em nos aproximar, nos juntar e nos mostrar como é fundamental ter um amigo, que nos olhe nos olhos, e que por mais assustador que seja, possamos nos enxergar lá. Lá se vão (minhas rugas choram ao lembrar) mais de dez anos. Não sei se alguma vez te disse isso, mas metade de quem sou, devo a você e ao seu exemplo, esse amor próprio, auto confiança e modo "foda-se" ligado, eu devo a você. A primeira pessoa que, aos meus 15 anos, me mandou ir me foder... e eu fui, e ainda estou me fodendo. Mas, a vida é isso, ter coragem de assumir quem somos, e ter muito peito para aguentar as consequências. Você minha amiga, é, a tantos anos, meu cais, nesse mundo escuro e frio.

Não poderia terminar este esquizofrênico e levemente etílico textão, se agradecer ao Brendow Godoi (dono de  Metafisica Poética) o melhor\super\mega\power escritor das galáxias, seus poemas tão viscerais me acompanharam e descreveram ao longo deste detestável ano. Que de todos os seus escritos (tão eu's) nenhum foi mais marcante e vivido do que "o dia não foi dos melhores, já tive dias bem piores, O CAOS ERA SEU PONTO DE PARTIDA". Você meu caro amigo, faz com que eu não me sinta sozinha. E guardo estes versos no mais intimo do meu ser, pra me lembrar que no mais desolado dos terrenos, sempre é possível recomeçar. Espero que isso baste.

Obrigada, meu caro 2017, por finalmente acabar!!!.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Então...

Sei que faz muito, muito, muito tempo que não posto nada aqui, mas vez ou outra eu entro pra matar a saudade. E hoje foi um desses dias...

E encontrei dois comentários bem maldosos aguardando moderação, que é claro não irei publicar.

Mas caso @ don@ dos comentários volte aqui, gostaria de dizer umas coisinhas:
Primeiro: Ninguém é obrigado a entrar aqui.
Segundo: Ninguém é obrigado a ler nada aqui.
Terceiro: Eu não faço a menor ideia de quem é vc, então seu ódio não me atinge. OK!
Quarto: Só vale me chamar de vadia se for pra cama comigo, e como eu sou bem seletiva, vc provavelmente não esta nesta lista. Então senta lá querid@, e fica quietinh@.

Da próxima vez, seja mais gentil, ou não comente nada.

Obrigada, de nada.

Akii

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Sobre falar...

Sábado andando por uma loja de quinquilharias, sem buscar nada, só olhando distraída, eis que surge uma prateleira, escondidinha, cheia de pó e com vários livros jogados, isso mesmo jogados no meio da sujeira. E como uma boa maníaca por livros tiver que ir verificar, e no meio de toda aquela tralha, ele brilhou para mim... “Doidas e Santas” da deliciosa Martha Medeiros. Não pensei duas vezes salvei-o de lá. E foi com imenso prazer que devorei-o em dois dias. É um livro de crônicas da autora, publicados em um jornal, que vai de 2006 a 2008. E encontrei vários textos que me tocaram muito e aqui vai um deles:
         
"Já fui de esconder o que sentia, e sofri com isso. Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento. 
Assisti ao filme Mentiras Sinceras com uma pontinha de decepção - os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção inglesa do filme me irritou um pouco. Porém, nos momentos finais, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração. Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei: como é fácil libertar alguém de seus fantasmas e, libertando-a, abrir uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira. 
Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai.
Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente, se sabe.
 Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados.
Tão banal, não? 
E no entanto esta banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ela é - ou foi - importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente. 
A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - se ampara em mentiras parciais e verdades pela metade. Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade. Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois. 
Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. Somos sádicos e avaros ao economizar nossos "eu te perdôo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo" - não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa: "seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo".
Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimí-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas."


Martha Medeiros, 02 abril de 2006


Akii

domingo, 11 de outubro de 2015

Sobre a obrigatoriedade de sermos felizes...

            A algum tempo venho pensando sobre esse tema, e não sabia muito bem o que escrever ou como me colocar sobre isso.
            Mas depois que uma bomba foi jogada na minha vida, onde tudo desapareceu, futuro, planos, sonhos; onde tudo é incerto. No meio dos destroços de uma vida e das feridas abertas que sangram sem cessar, enquanto junto o que sobrou e lambo os machucados, tenho tido muito tempo para pensar e observar as pessoas.
            E uma coisa ficou clara para mim. A obrigatoriedade de sermos felizes.
            Onde somos obrigados a sermos felizes, onde somos obrigados a estarmos sempre sorrindo, onde temos que ser sociáveis, amáveis e exibir nossas vidas nas redes sociais como se fossemos um circo, um espetáculo para o divertimento dos outros.
            Mas...
            Não podemos, nem por um segundo baixar a guarda, deixar a peteca cair, ficarmos tristes, nos sentirmos sozinhos, não podemos mais chorar.
            A tristeza se tornou uma aberração, uma doença, que precisa ser imediatamente tratada antes que se espalhe, você é colocado em uma quarentena, as pessoas passam a te vigiar, “você está bem?”, “procure um médico”, “vá ao psiquiatra”, “tome antidepressivos”, “isso não é normal”.
            Em meio a esse monte de vigias da quarentena, você só consegue sorrir e acenar. Enquanto sua mente grita NÃO, “NÃO, eu não estou bem”, “NÃO, eu não preciso de médico ou remédios”.
            Só quero dormir, chorar e esperar que isso passe. Porque vai passar, uma hora ou outra, a dor vai diminuir, são os altos e baixos da vida, e entender isso é fundamental. Mas entender não significa, que não doa, que não chore, que não sofra.
            A tristeza é algo humano, e se sentir humano, em uma sociedade de plástico, descartável, de aparências e mentiras. É até, de certo modo, bom.
            As pessoas se esqueceram dos altos e baixos, dos momentos de resguardo e reflexão. Estão ocupadas demais tentando incessantemente serem felizes, curtir a vida adoidadas, baladas, noitadas e é claro muita exposição e ostentação.
            Perdemos o direito de chorar. Perdemos o direito de estarmos cansados e estressados. Perdemos o direito de nos sentirmos sós.
            Nos esquecemos que para reconhecer a felicidade, a verdadeira felicidade (aqueles pequenos momentos que gostaríamos que durassem para sempre), precisamos saber o que é isso, precisamos conhecer a tristeza. Só poderemos abraçar a felicidade como uma amiga se soubermos conviver com o seu oposto.
            Nos dizem: “você tem que viver”, “que curtir”, “se divertir”, “a vida é muito curta”, “você só tem essa vida”, “tenha uma vida que valha a pena ser lembrada”, “tenha uma vida da qual você não se arrependa”. E em meio a tudo isso, nos esquecemos de VIVER de verdade, nos esquecemos de nos relacionarmos com as pessoas, nos esquecemos de ter amizades sinceras, nos esquecemos das pequenas coisas. Estamos muito ocupados correndo atrás da felicidade que não temos tempo de olharmos nos olhos das pessoas, de abraça-las, de perguntar se está tudo bem e ter paciência para ouvir o outro, ouvir de verdade.
            Tudo virou uma grande ostentação. Eu estou bem! Eu sou feliz! Eu me divirto pra caralho!
            Nessa obrigatoriedade de sermos felizes, nesse mundo de aparências, nos esquecemos ou perdemos o direito, de sermos humanos: de sofrermos, de chorarmos, de termos duvidas, de sermos inseguros, de não sabermos o que fazer, de nos sentirmos sós. E principalmente, nos esquecemos que também renascemos, que sobrevivemos, que damos a volta. Nos esquecemos o que é realmente viver.

            E se você que está lendo, se é que alguém vai ler até o fim, se você chegou até aqui e está ai pensando, tadinha ela está depressiva, coitada ela está sofrendo, ela precisa de ajuda... então você não leu direito, ou não entendeu o que quis dizer.


Akii

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Sobre tudo e sobre nada

Sinto-me meio frustrada, estava cheia de planos, sobre a Toca, havia realmente me organizado, pelo menos uma postagem por semana, textos meus, textos de segundos, coisas legais, vídeos.

Mas cadê o tempo?

Me sinto cada vez mais sem tempo, e quando o tenho, não quero fazer nada além de ficar jogada no sofá, fumando, tomando café e assistindo algo bem inútil pra me distrair.

PUTA MERDA, QUE VIDA DE MERDA!

Tenho diariamente me perguntado o que aconteceu comigo, onde foi que me perdi. A alguns anos atrás eu nem sequer assistia tv, agora quanto mais inútil, sensacionalista, ou dramático melhor, tenho lido bem menos. Dos meus amigos, não restaram nem um, sério, nem um. Além do trabalho, não saio de casa, não converso com ninguém, o pessoal do trabalho (um bando de fofoqueiras e futriqueira) eu mal e porcamente dou bom dia.

O que restou foi um imenso vazio. Uma solidão que jamais imaginei ser capaz de existir.

Deixei de fazer tudo o que gosto, ler, ouvir boa música, a Toca. E por que? Pra que?

Eu não sei.

Sinto saudade de vocês, dos comentários, dessa interação humana, de saber que eu não sou a única.



Akii 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Reabrimos!

É com imenso prazer que dou está notícia para vocês: VOLTEI!
Depois de mais de um ano sem aparecer por aqui, muitas voltas e reviravoltas na minha vida, precisei dedicar um tempo para por as coisas em ordem.
Já havia até desistido da Toca, mas de uma forma surpreendente, venho sendo cobrada quanto ao abandono do blog, pessoas que eu nunca vi na vida, falando sobre a Toca, falando que conhecem o blog, e que sentiam falta das postagens.
Isso aos poucos foi me aquecendo por dentro. Sempre usei a Toca como uma forma de me expressar, de me divertir, distrair, falar umas besteiras, ler outras... mas nunca imaginei que tantas outras pessoas também a lessem, também se divertissem aqui. Sempre tive poucos comentários nas postagens e com isso sempre me imaginei passando as sombras na infinidade de blogs.
Mas a saudade apertou, e aqui estou eu, com as energias renovadas.
Seja todos e todas muito bem vindos de volta!

Abraços
Akii

domingo, 1 de junho de 2014

“Meu humor é ácido. Sou irônica, perco a paciência e o interesse em gente que não entende ironias, afinal, não entender ironias é a coisa mais broxante que existe. Tem gente que não gosta desse meu lado. Na verdade, tem gente que não gosta de nenhum lado meu. E agora eu estou entendendo que não tenho obrigação de ser quem todo mundo espera que eu seja. Já dá trabalho ser eu mesmo, imagina ser a pessoa que você quer?”
— Clarissa Corrêa.

"Sou felizz e não admito que ninguém me acorde." (Martha Medeiros)

“Na vida, apenas uma coisa é certa, além da morte e dos impostos. Não importa o quanto você tente, não importa se são boas suas intenções, você cometerá erros. Você irá machucar pessoas. E se machucar” (Meredith Grey - Grey's Anatomy)